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Se você acompanhasse um rio,
ah, se você acompanhasse um rio
desde as nascentes puras até longe...
Se fosse o rio Turvo quando chegasse em Edéia
viria peixes, peixes e mais peixes
e a solidão do velho Teófilo
cuja filha encantou um padre corado.
No Nerópolis,
sujos porcos
e em barcos
viajarias
até pelo embrenhado
do Corumbá.
O rio Verde e o rio Corrente
escondem muitas mortes.
Velho Zé Garcia de Santana dizia:
“tomou-veio-d'água...”
Em Formoso tem o rio Escuta,
que muita maldade e coisa ruim escutou.
Em Cavalcante tem o rio Silêncio,
que rosário de sonhos silenciou.
E o rio das Garças, se não tem garças,
tem diamantes e vidas que
a vida amaldiçoou.
O rio do Sono poderia ter sido bom.
Tanto como seu próprio filho
e tanto como seu próprio corpo,
você amaria um rio,
se um dia o acompanhasse
das nascentes puras, até longe, até longe.
GARCIA, José Godoy. Poesia. Brasília: Thesaurus, 1999. p. 263-264.
No Nerópolis,
sujos porcos
e em barcos
viajarias
até pelo embrenhado
do Corumbá.
O rio Verde e o rio Corrente
escondem muitas mortes.
Velho Zé Garcia de Santana dizia:
“tomou-veio-d'água...”
Em Formoso tem o rio Escuta,
que muita maldade e coisa ruim escutou.
Em Cavalcante tem o rio Silêncio,
que rosário de sonhos silenciou.
E o rio das Garças, se não tem garças,
tem diamantes e vidas que
a vida amaldiçoou.
O rio do Sono poderia ter sido bom.
Tanto como seu próprio filho
e tanto como seu próprio corpo,
você amaria um rio,
se um dia o acompanhasse
das nascentes puras, até longe, até longe.
GARCIA, José Godoy. Poesia. Brasília: Thesaurus, 1999. p. 263-264.
No Nerópolis,
sujos porcos
e em barcos
viajarias
até pelo embrenhado
do Corumbá.
O rio Verde e o rio Corrente
escondem muitas mortes.
Velho Zé Garcia de Santana dizia:
“tomou-veio-d'água...”
Em Formoso tem o rio Escuta,
que muita maldade e coisa ruim escutou.
Em Cavalcante tem o rio Silêncio,
que rosário de sonhos silenciou.
E o rio das Garças, se não tem garças,
tem diamantes e vidas que
a vida amaldiçoou.
O rio do Sono poderia ter sido bom.
Tanto como seu próprio filho
e tanto como seu próprio corpo,
você amaria um rio,
se um dia o acompanhasse
das nascentes puras, até longe, até longe.
GARCIA, José Godoy. Poesia. Brasília: Thesaurus, 1999. p. 263-264.
Tanto como seu próprio filho
e tanto como seu próprio corpo,
você amaria um rio,
se um dia o acompanhasse
das nascentes puras, até longe, até longe.
GARCIA, José Godoy. Poesia. Brasília: Thesaurus, 1999. p. 263-264.
Ao tematizar os rios goianos, o poema transcrito alia a objetividade da descrição geográfica à subjetividade das imagens poéticas. Nesse processo, o eu lírico