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Explorar →A redação do ENEM é um texto dissertativo-argumentativo avaliado por 5 competências, cada uma valendo até 200 pontos. A nota máxima e 1000. Entender cada competência e essencial para alcancar uma boa pontuação.
Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa, incluindo ortografia, acentuação, uso de crase, concordância e regência.
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação, incluindo coesão e coerência textual.
A Constituição Federal de 1988, conhecida como 'Constituição Cidadã', é um marco da redemocratização brasileira e um repertório sociocultural de imenso valor. Nascida do anseio por justiça após a ditadura militar, ela estabelece um projeto de nação fundamentado na dignidade da pessoa humana (Art. 1º). Seus objetivos (Art. 3º) são claros: construir uma sociedade justa e solidária, erradicar a pobreza e promover o bem de todos, sem preconceitos. A Carta Magna assegura um vasto rol de direitos, desde a igualdade perante a lei (Art. 5º) até os direitos sociais como saúde, educação e trabalho (Art. 6º), além de proteger grupos vulneráveis e a diversidade cultural. Sua principal força argumentativa reside no contraste entre o ideal normativo e a realidade social. Ao expor a lacuna entre a lei e sua aplicação prática — como a persistência da desigualdade apesar da garantia de isonomia —, a Constituição se torna uma poderosa ferramenta para criticar a omissão do Estado e a ineficácia de políticas públicas. Utilizá-la permite diagnosticar problemas sociais como violações de um pacto fundamental, conferindo autoridade e profundidade à análise dos desafios brasileiros.
Simone de Beauvoir, em sua obra seminal "O Segundo Sexo", revolucionou o pensamento social com a tese "Não se nasce mulher, torna-se mulher". Essa afirmação distingue o sexo biológico do gênero, que é uma construção social moldada por normas, educação e cultura. Beauvoir argumenta que a sociedade patriarcal define o homem como o "Sujeito" universal, relegando a mulher à posição de "Outro", o secundário e o objeto. Essa dinâmica confina a mulher à "imanência" – a esfera doméstica, do cuidado e da repetição –, enquanto o homem é incentivado à "transcendência", a ação e a criação no mundo público. A filósofa critica a naturalização dessa desigualdade, mostrando que características tidas como femininas são, na verdade, impostas. Sua filosofia também alerta para o perigo da habituação social às injustiças, onde o escândalo maior é a normalização do problema. Assim, Beauvoir não apenas diagnostica a opressão como um fenômeno construído, mas também convoca à desconstrução desses papéis em busca da liberdade e autonomia, oferecendo uma lente crítica para analisar diversas formas de exclusão e preconceito na sociedade contemporânea.
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Criar conta gratuitaElaborar proposta de intervenção para o problema abordado que respeite os direitos humanos, com agente, ação, modo/meio, efeito e detalhamento.