56- Órfão
O céu jogava tinas de água sobre o noturno que me devolvia a São Paulo. O comboio brecou lento para as ruas molhadas, furou a gare suntuosa e me jogou nos óculos menineiros de um grupo negro. Sentaram-me num automóvel de pêsames. Longo soluço empurrou o corredor conhecido contra o peito magro de tia Gabriela no ritmo de luto que vestia a casa.
ANDRADE, Oswald de, Memórias sentimentais de João Miramar. São Paulo: Globo, 2011. p. 62.
No trecho acima, o narrador de Memórias de João Miramar