“A alternativa para o escravo não era, em princípio, a passagem para um regime assalariado. Mas a fuga para os quilombos. Lei, trabalho e opressão são correlatos sob o escravismo colonial. Nos casos de alforria, que se tornam menos raros a partir do apogeu das minas, a alternativa para o escravo passou a ser ou a mera vida de subsistência como posseiro em sítios marginais, ou a condição subalterna de agregado que subsistiu ainda depois da abolição do cativeiro. De qualquer modo, ser negro livre era sempre sinônimo de dependência.”
BOSI, A. Dialética da Colonização. São Paulo, Companhia das Letras, 1992, p. 24.
No trecho anterior, o autor refere-se