A Amazônia virou tema de moda. Muitos se arvoram
em referenciá-la, autodeclarando-se porta-vozes de seus
interesses e destino. Nesse horizonte, o imaginário é fértil:
“paraíso verde”, “pulmão do mundo”, “eldorado”, “inferno verde”,
“celeiro do mundo”, pendulando-se as visões mais extremistas
(e antípodas) entre a de “santuário intocável” e a de
“almoxarifado do grande capital”.
(Luis E. Aragón. Amazônia, conhecer para desenvolver e conservar, 2013.)
No excerto, as denominações dadas à Amazônia expressam