(...) A América foi para os viajantes, evangelizadores e filósofos uma construção imaginária e simbólica. Diante da absoluta novidade, como explicá-la? Como compreendê-la? Como ter acesso ao seu sentido? Colombo, Vespúcio, Pero Vaz de Caminha, Las Casas dispunham de um único instrumento para aproximar-se do Novo Mundo: os livros. (...) O Novo Mundo já não existia, não como realidade geográfica e cultural, mas como texto, e os que aqui vieram ou os que sobre aqui escreveram não cessam de conferir a exatidão dos antigos textos e o que aqui se encontra”.
Marilena Chauí
Fonte: www.1.folhas.uol.com.br_o_mito_fundador.
Sobre o texto, são apresentadas as seguintes afirmações:
I. A América foi para os viajantes, evangelizadores e filósofos mais do que um conceito geográfico.
II. A imagética construída pelos livros impregnou a mente e os sonhos dos navegadores.
III. A realidade encontrada pelos navegadores, no Novo Mundo, coincidiu plenamente com as descrições dos livros.
IV. O olhar do navegante europeu é contaminado pelo imaginário contido nos relatos produzidos no período.
É correto o que se afirma apenas em: