A análise das crateras de impacto na Terra revela que, felizmente, o número atual de fragmentos cósmicos (meteoritos) decresce conforme o tamanho deles aumenta. Por isso a probabilidade de colisão da Terra com um objeto grande (e perigosa para nós) é pequena, todavia não é nula. Em 1990 um grupo de cientistas encontrou, no México, uma cratera de impacto com aproximadamente 180 km de diâmetro, causado por um asteroide com aproximadamente 10 km de diâmetro. Estudos geológicos realizados no local sugerem que essa colisão teria ocorrido há 65 milhões de anos, coincidindo com a época da extinção dos dinossauros.
O gráfico a seguir traz a probabilidade teórica de impacto cósmico em função do tamanho do objeto. Nele podemos ver que o intervalo de tempo entre impactos de objetos com diâmetro de 10 km é da ordem de 108 anos (100 milhões de anos), o que concorda com os estudos geológicos citados anteriormente
Imagem: Jakosky, B.: The Search for Lite on Other Planets, Cambridge University Press, 25, 1998.
Analisando o gráfico, podemos afirmar que, em teoria, o intervalo médio de queda de um objeto cósmico de 1 km de diâmetro é da ordem de: