A atenuação da elevação da frequência cardíaca (FC) ao exercício, conhecida como incompetência cronotrópica (IC), tem sido associada à isquemia miocárdica e à doença arterial coronariana (DAC) mesmo em pacientes saudáveis. Apesar disso, ainda não é um diagnóstico rotineiro e bem definido nos protocolos de avaliação cardiológica, sendo seus mecanismos fisiopatológicos desconhecidos e suas implicações clínicas subestimadas.
O teste ergométrico (TE) apresenta-se como uma metodologia bem estabelecida no diagnóstico e estratificação de risco dos pacientes com DAC.
Disponível em: www.scielo.br/pdf/abc/v98n5/aop03012.pdf Acesso em: 17/05/2019.
Para se saber se um paciente apresenta incompetência cronotrópica, calcula-se um índice conhecido como índice cronotrópico, dado por:
Na equação acima, a frequência cardíaca máxima (FC máxima) é dada pela diferença entre a constante 220 e a idade da pessoa, em anos. Se uma pessoa apresenta um índice cronotrópico menor que 0,8 (80%) afirma-se que ela tem a incompetência cronotrópica.
Para os cálculos abaixo, se necessário, considere π = 3 e g = 10 m/s2.
Uma pessoa, de 50 anos de idade, com FC de repouso igual a 70 batimentos por minuto, ao realizar um teste de esteira, apresentou um índice cronotrópico igual a 0,55. Pode-se afirmar que a frequência cardíaca atingida pelo paciente é numericamente igual à frequência