(A) Bolsa anticrack
Com grande espanto e indignação li a manchete “Governo de SP exclui menor de idade da ’bolsa anticrack”’ (“Cotidiano”, 10/5). Segundo a reportagem, os menores de idade – que somam 38% dos usuários – não serão beneficiados pela bolsa anticrack, porque o Estado diz que não há clínicas especializadas no atendimento a adolescentes. Isso mostra que o Estado não está voltado para todos. Os jovens – que possuem mais chances de serem recuperados do mundo das drogas, pois ainda têm uma longa vida pela frente – são ignorados pelo Estado. Os adolescentes merecem uma atenção maior, merecem mais uma chance. O ideal seria investir em campanhas educativas voltadas aos jovens e no fortalecimento do atendimento ambulatorial, onde o paciente é tratado sem a obrigação de ser internado.
(Adaptado de: Jean-Pierre Mickael K. Fleury, 14 anos (São Paulo-SP).)
(B) Bolsa anticrack
Em referência à carta “Bolsa anticrack” (Painel do Leitor, 12/5), o Estado possui, sim, atendimento a crianças e adolescentes com problemas de dependência química. Mas esse serviço é distinto do que é oferecido a adultos dentro do Programa Estadual de Enfrentamento ao Crack, agora denominado de Programa Recomeço, porque segue o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. Para estes casos, conforme o ECA, não é permitido, no mesmo espaço, atender adultos e adolescentes. É importante ressaltar que o Cartão Recomeço é mais uma das ações do Programa Recomeço, e não a única. O atendimento a crianças e adolescentes é prestado nos acolhimentos. A dependência química é tratada pelos profissionais nesses equipamentos sociais.
(Adaptado de: Rodrigo Garcia, Secretário de Estado de Desenvolvimento Social (São Paulo-SP).)
Acerca dos dois textos, assinale a alternativa correta.