A centralização autoritária inaugurada pelo regime ditatorial estadonovista em 1937 não podia prescindir da tutela sobre a esfera do cultural, originando duas tendências: a definição da cultura enquanto "matéria oficial" e o esboço de um projeto de nacionalização paternalista que promovesse a elevação cultural do povo. A política cultural do Estado Novo procurou inviabilizar as formas de expressão autônomas da sociedade, através da negação do atributo de cultura às manifestações artísticas desorganizadoras do seu conceito de cultura nacional e popular.
(MENDONÇA, Sônia R. As bases do desenvolvimento capitalista dependente. In: LINHARES, Maria Yedda. História Geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1996, p. 29. Adaptado).
Sobre a política cultural e educacional do Estado Novo (1937-45) no governo Vargas, julgue os itens a seguir.
I. O Estado Novo justificou a intervenção do Estado em todos os domínios da produção, difusão e preservação dos bens culturais, uma vez que o nacionalismo era sinônimo de unificar o decomposto.
II. O Ministro Capanema, membro do governo autoritário de Vargas, cooptou intelectuais para a produção de uma cultura oficial que abrigasse correntes ideológicas as mais diversas – dos modernistas de esquerda aos militantes da Ação Católica, passando pelos escolanovistas.
III. A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional uniformizou os procedimentos pedagógicos e a padronização de conteúdos, currículos e livros didáticos impostos em âmbito nacional.
IV. O ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), fundado sob os auspícios do Ministério da Educação da era varguista, reuniu intelectuais das mais diversas filiações ideológicas e áreas do saber, empenhados na interpretação do Brasil e na formação de uma "consciência nacional", visando ao progresso econômico, social e político do país.
É CORRETO apenas o que se afirma em