“[...] a chegada de D. João ao Brasil (e a sua permanência após o final da invasão francesa) fez do Rio de Janeiro o ‘receptáculo de todas as riquezas do Império português’, atraindo não só um grande movimento comercial para seus portos, como também colhendo um grande número de impostos das demais províncias, especialmente as do Norte, que passaram a obter menos vantagens do que a sede da nova corte. O Rio de Janeiro transformou-se no ‘parasito do Império português’, acabando por atrair ‘o ódio de todas as províncias’.”
NEVES, Lúcia Bastos Pereira das. A vida política. In: SILVA, Alberto da Costa e (Coord.). História do Brasil Nação: 1808- 2010. Crise colonial e independência, 1808-1830. V. 1. Rio de Janeiro: Fundación Mapfre e Editora Objetiva, 2011. p. 82-3.
Sobre a permanência da Corte portuguesa no Brasil, a interpretação do texto de Lúcia Neves permite afirmar: