[...] A CIA [Agência Central de Inteligência norte-americana] e o arcebispo titular da arquidiocese de Miami arquitetaram um plano de transferência massiva de crianças de Cuba para os Estados Unidos, para o qual contaram com o apoio da Igreja cubana. Batizada de Operação Peter Pan, inspiradora de livros e filmes, a ação teve início numa noite de outubro de 1960. Um locutor da rádio de uma estação da CIA, instalada em território hondurenho, transmitia a seguinte mensagem: “Mães cubanas! O governo revolucionário está planejando roubar seus filhos! Quando fizerem 5 anos, seus filhos serão retirados de suas famílias e só retornarão aos 18 anos, transformados em monstros materialistas!” Segundo uma ONG norte-americana, foram retirados de Cuba cerca de 14.000 menores, de ambos os sexos, que foram instalados em orfanatos católicos e em instituições de caridade. No começo de 1962 chegava ao fim a Operação Peter Pan.
(Texto adaptado: MORAIS, Fernando. Os últimos soldados da Guerra Fria. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p.64,66,68.)
No contexto acima descrito, é Correto inferir que a