A cidade contemporânea, apesar de grandes transformações, está mais próxima da cidade medieval do que esta última da cidade antiga. A cidade na Idade Média é uma sociedade abundante, concentrada em um pequeno espaço, um lugar de produção e de trocas em que se mesclam o artesanato e o comércio alimentados por uma economia monetária. É também o cadinho (local onde se mistura) de um novo sistema de valores nascido da prática laboriosa e criadora do trabalho, do gosto pelo negócio e pelo dinheiro. (...) a cidade concentra também os prazeres, os da festa, os dos diálogos na rua, nas tabernas, nas escolas, nas igrejas e mesmo nos cemitérios. (LE GOFF, Jacques. Por amor às cidades. São Paulo: Ed. Da Unesp, 1998, p. 25.).
Pode-se perceber no excerto acima que, nos séculos finais da Idade Média, houve o florescimento de uma cultura urbana e a intensificação das práticas comerciais do continente europeu com outras regiões do mundo. Isto acabou desencadeando uma série de transformações sociais e econômicas indicadas nas alternativas abaixo, EXCETO: