A classe dominante brasileira era, em sua maioria, conservadora
(...). Desejava manter as estruturas econômicas e
sociais coloniais baseadas no sistema agrícola, na escravidão
e na exportação de produtos agrícolas tropicais para o
mercado europeu. Contudo, havia nas cidades (...) alguns
liberais que esperavam mudanças mais profundas na política
e na sociedade: soberania popular, democracia e mesmo
uma república.
(BETHELL, Leslie. A independência do Brasil. In: _____ História da América Latina. São Paulo: EDUSP, 2009. V. 3, p. 213.)
A aceitação de D. Pedro pela elite senhorial, como líder do processo de independência do Brasil, eclodido em 1822, visava a