A destruição, que alguns grupos radicais islâmicos vêm fazendo nas últimas décadas, parece fazer parte de uma estratégia de anulação da memória coletiva, como se, ao fazerem isso, estivessem a consolidar essa ideia peregrina de que são os escolhidos que foram para uma missão verdadeiramente civilizadora, pretendendo apagar o passado, primeiro instrumento que nos faculta aceder à capacidade crítica. E esse é o medo dessa gente: que aqueles que são dominados olhem para as estátuas agora quebradas dessas salas de memória e questionem a legitimidade de quem os pretende dominar.
PINTO, Paulo Mendes Pinto. O Direito à Memória, ou quando do alto destas pirâmides, 40 séculos de História nos contemplam! Lisboa: O Público, 2015. (Adaptado)
Dessa forma, é CORRETO afirmar que a destruição de ruínas antigas