"A dominação, ou seja, a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato, pode fundar-se em diversos motivos de submissão. Pode depender diretamente de uma constelação de interesses, ou seja, de considerações utilitárias de vantagens e inconvenientes por parte daquele que obedece. Pode, também, depender de mero "costume", hábito cego de um comportamento inveterado. Ou pode fundar-se, finalmente, no puro afeto, na mera inclinação pessoal do súdito [ ... ] Nas relações entre dominantes e dominados, por outro lado, a dominação costuma apoiar-se internamente em bases jurídicas, nas quais se funda a sua 'legitimidade' [ ... ] Em forma, totalmente pura, as 'bases de legitimação' da dominação são somente três, cada uma das quais se acha entrelaçada - no tipo puro - com uma estrutura sociológica fundamentalmente diversa do quadro e dos meios administrativos"
(COHN, Gabriel. Max Weber: Sociologia. 2. ed. Ática: São Paulo, 1982). (Coleção Grande Cientistas Sociais n° 13).
A análise sociológica dos tipos de dominação é um dos marcos centrais da sociologia de Max Weber e sobre os tipos de dominação pode-se afirmar que: