A Europa enfrenta novos problemas a cada dia. Em menos de três anos, o aumento da dívida dos países da zona do euro transformou-se numa segunda grande crise bancária, principalmente porque os líderes políticos não conseguem encontrar uma saída rápida para o problema da Grécia. Com medo do contágio, França e Alemanha reuniram-se na semana passada para buscar uma solução para restaurar a estabilidade financeira dos 17 países que adotam o Euro. [...] O foco do problema está no setor financeiro. Cálculo da Autoridade Bancária Europeia (EBA) aponta que os bancos precisam de 100 bilhões de euros para garantir sua estabilidade. A situação é crítica. Na semana passada, agências de risco rebaixaram notas de bancos espanhóis por detectarem a incapacidade de as instituições honrarem seus compromissos. Na Bélgica, o governo decidiu nacionalizar o Dexia Bank Belgium, um dos maiores bancos do Pais, pagando 4 bilhões de euros. A rápida decisão de socorrer o banco belga foi uma demonstração de que a Europa não pretende repetir o erro que levou à quebra do americano Lehmann Brothers, estopim da crise de 2008. “Os mercados globais estão mais do que nunca desequilibrados”, disse o megaespeculador George Soros. “Façam algo e façam agora.”
(NICACIO, 2011, p. 118).
Alguns países têm buscado nacionalizar ou estatizar bancos, como forma de conter a crise econômica dos dias atuais. Essa medida se relaciona com