A exploração do trabalho indígena foi, sem dúvida, bem mais intensa do que, até pouco tempo, pensaram os historiadores. Havia limites, porém. Além da interferência dos jesuítas e dos conflitos gerados com os colonos que queriam escravizar os índios, deve-se levar em conta também a diminuição de seu número. A escassez de mão de obra foi decorrência da mortalidade expressiva dos índios, entre outros motivos, por guerras frequentes, péssimas condições do cativeiro, desmantelamento de sua organização social e econômica, e, principalmente, por certas doenças europeias para as quais eles não tinham imunidade. As expedições de apresamento passaram a contar com dificuldades que não existiam inicialmente, como a diminuição do contingente populacional indígena e a distância cada vez maior das aldeias, que fugiam do contato com o branco e seus aliados, embrenhando-se no sertão.
(Sheila de Castro Faria. A Colônia Brasileira, 1997. Adaptado.)
A análise do texto e do mapa permite afirmar que