A fisiologia dos vegetais superiores, como as angiospermas, é notável em seus detalhes e desperta o interesse de botânicos e fisiologistas para angariar mais conhecimento que ajude a elucidar uma série de fenômenos ainda não bem explicados. Utilizando seus recursos intelectuais e científicos nessa área, avalie as colocações sobre a temática em pauta.
Há biólogos que ainda adotam alguns conceitos, devido à praticidade, do sistema de classificação proposto em 1883 pelo botânico alemão August Wilhelm Eichler (1839-1887). Todavia, o sistema considerado foi quase completamente abandonado por não se adequar aos princípios e às tendências da Sistemática atual. Sobre o reino Plantae, adotando-se a classificação moderna, são feitas as seguintes considerações:
I – Vegetais inferiores (briófitas e pteridófitas) e superiores (gimnospermas e angiospermas) apresentam ciclo haplodiplobionte com meiose intermediária ou espórica, evidenciando, assim,uma alternância de gerações (metagênese).
II- No transcorrer do desenvolvimento dos vegetais, analisando-se os menos complexos (ex: musgos) para os mais complexos (ex: eudicotiledôneas), é bem nítida a evolução progressiva do indivíduo haploide (gametófito) e a regressão ou involução do indivíduo diploide (esporófito).
III- Na etapa sexuada do ciclo das pteridófitas isosporadas (samambaia), é comum o surgimento de plantas cordiformes, vascularizadas, unissexuadas (dioicas) conhecidas como gametófitos masculino (macroprótalo) e feminino (microprótalo), sendo notabilizadas pela sifonogamia.
IV- O ovário fecundado e desenvolvido da Araucaria augustifolia (pinheiro-do-paraná) forma um fruto (pinhão) muito apreciado na gastronomia.
V- A transposição dos gametas masculinos (anterozoides) ocorre no interior do tubo polínico (anterídeo) motivado por substâncias químicas emanadas pelo arquegônio das criptógamas (briófias e pteridófitas), favorecendo a fecundação do óvulo imerso no megasporângio.