“A guerra fria transformou os Estados Unidos em potência hegemônica do mundo ocidental. No entanto, essa supremacia foi exercida enquanto líderes de uma aliança. É evidente que ninguém tinha quaisquer ilusões acerca da importância relativa dos parceiros. A sede do poder era em Washington e ponto final. De certa maneira, a Europa reconhecia, nessa época, a lógica do Império global norte-americano, enquanto atualmente o governo de Washington fica indignado com o fato de seu império, assim como seus objetivos, não serem mais genuinamente aceitos. Não existe mais coalizão de boa vontade porque a atual política norteamericana é mais impopular que a de qualquer outro governo norte-americano e, provavelmente, que a de qualquer governo de uma grande potência.”
(Hobsbawn, Eric. Para onde vai o Império. Le Monde Diplomatique. Ed. Brasileira, ano 4, n. 41 p.4, 1995)
De acordo com a análise do autor, é correto afirmar que as relações internacionais durante a Guerra Fria tiveram como característica