“A História contada às crianças finge que havia uma única nacionalidade velho-russa, que se teria perpetuado desde os séculos IX-XII até o acordo de Perejaslav. Em realidade, operarase pouco a pouco uma diferenciação, já que a conquista tártara, por um lado, e a dos Polacos, pelo outro, fizeram da Ucrânia um território cuja personalidade acentua com os séculos. Os soviéticos apresentam a Ucrânia como uma terra russa a braços, a leste, com os tártaros, a oeste com os Polacos-Lituanos, de certo modo à semelhança dos Russos. Eles insistem na solidariedade ucrano-russa, ao passo que a tradição ucraniana põe a tônica na especificidade do Oeste do país (Galícia), na ausência total de qualquer vontade de se entregar para Moscou [...]”.
(Ferro, Marc. Falsificações da História. Lisboa: Europa-América, 1994, p. 160)
O fragmento acima nos remete a uma reflexão sobre o presente e o passado das relações entre russos e ucranianos.
Com base no fragmento, é correto afirmar que