A história das relações sociais entre jesuítas e indígenas revela a existência de inúmeros contatos ao longo do período colonial, os quais são feitos, desfeitos e refeitos constantemente, não só graças à multiplicidade de culturas indígenas que os cristãos se confrontariam mas também à “inconstância dos selvagens” que os padres imputariam como característica marcante dos ameríndios. Os indígenas do Brasil mostram-se, entre o dito e o não dito das cartas, como agentes históricos que interferiam diretamente na “realidade colonial”, movendose e adaptando-se, negociando e resistindo, de acordo com as circunstâncias históricas enfrentadas.
GUIMARÃES, Heitor Velasco Fernandes. O desassossego jesuítico: resistência indígena à colonização cristã na América Portuguesa do XVI. Texto integrante dos Anais do XIX Encontro Regional de História: Poder, Violência e Exclusão. ANPUH/SP-USP. São Paulo, 08 a 12 de setembro de 2008. Cd-Rom (Adaptado)
Mediante o contexto descrito, podemos inferir que a ocupação das terras americanas e o desenvolvimento produtivo da colônia estavam intrinsecamente dependentes