A história republicana do Brasil é pontilhada de graves crises políticas e o desfecho da maioria delas foi a ruptura institucional – golpe. [...] E hoje, quando o Brasil vive o período mais longo de normalidade democrática da história, ocorre o segundo processo de impeachment de um presidente pelo Congresso. Os defensores dizem que a iniciativa é constitucional porque está prevista na Carta, mas os adversários afirmam que se trata de um golpe institucional, já que a presidente Dilma não é acusada de nenhum crime de responsabilidade, mas de manobra contábil, um desvio, mas não um crime. Golpe ou legalidade?
(VILLAMÊA, L. O Brasil entre o golpe e a legalidade. São Paulo: Ed. Saraiva, 2016).
O vocábulo “golpe” é recorrente na história republicana brasileira. Sobre o processo histórico nacional e os golpes de Estado, julgue as considerações a seguir.
I. A Proclamação da República ocorreu com a articulação do alto escalão do Exército, os barões do café e as camadas médias do Rio de Janeiro, para destituir a Monarquia.
II. Vargas assumiu o Catete em 1930, por meio de um golpe de Estado, que foi um movimento armado que depôs o presidente Júlio Prestes.
III. O Plano Cohen foi elaborado por intelectuais modernistas que comungavam com o ideário varguista e visavam a civilizar o poder político no Brasil.
IV. O Marechal Teixeira Lott liderou o Movimento de 11 de Novembro, o qual foi um contragolpe para assegurar a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek.
V. O Ato Institucional nº 5 é considerado pelos historiadores como um “golpe dentro do golpe” por fortalecer e centralizar o poder do Estado burocrático-autoritário.
É CORRETO apenas o que se afirma em