A imagem abaixo retrata o Sítio Arqueológico Cais do Valongo, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro e reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 2017. Cerca de 900 mil africanos chegaram à América do Sul pelo porto, sendo na atualidade bastante representativo simbolicamente, pois remete à memória de africanos escravizados trazidos ao Brasil até meados do século XIX.
Pensando nas marcas da escravidão na formação da sociedade brasileira, considere as seguintes afirmações:
I. A escravidão de africanos no Brasil foi notadamente justificada pelo aspecto mercantil, não se fundamentando em teorias acerca da superioridade racial do homem branco, disseminadas na Europa entre os séculos XVIII e XIX.
II. No início do século XX, o racismo se alimenta da noção de raça pura, tese biológica defendida pela Unesco em 1948, apesar das ideias contrárias disseminadas no país ao longo do século XXI.
III. No século XX, intelectuais brasileiros construíram teses que recusam o argumento biológico de superioridade racial do homem branco, apontando o racismo como resultante de questões sociais e culturais.
IV. Nos anos 1930, teses emblemáticas foram construídas em oposição ao racismo, como a da democracia racial brasileira, indicando o bom convívio entre brancos e negros, a exemplo das relações afetuosas entre crianças e suas amas de leite.
V. Nos anos 2000, para reparar danos historicamente causados aos descendentes de escravos, o Estado brasileiro adotou políticas afirmativas para oportunizar o acesso de pessoas negras às universidades, assoladas pelas heranças da escravidão.
É correto apenas o que se afirma em: