“A independência do Brasil e a formação do Estado imperial impuseram a necessidade de se construir a nação, que até então não existia. Cabia instituir no país uma unidade territorial, política e ideológica, criando uma memória coletiva que unificasse as populações em torno de uma única identidade histórica e cultural. A ideologia do novo Estado brasileiro baseava-se nos valores europeus de modernização, progresso e superioridade do homem branco. Aos políticos e intelectuais dos oitocentos colocava-se, então, um grande desafio. Como construir uma nação e uma história de brancos a partir de uma realidade repleta de índios e negros?”
(Almeida, Maria Regina Celestino de. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Ed FGV, 2010, p. 135)
De acordo, com a autora, a ideologia do Estado nacional brasileiro após a independência se baseou