(...) a insistência em descrever a natureza, arrolar os
seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia indica um
primeiro passo da consciência do colono, enquanto homem que
já não vive na Metrópole e, por isso, deve enfrentar coordenadas
naturais diferentes, que o obrigam a aceitar e, nos casos
melhores, repensar diferentes estilos de vida. Se por um lado
sua atitude em face do índio, por exemplo, prende-se aos
comuns padrões culturais de português e católico-medieval, seu
contato com os nativos leva-o a uma observação curiosa, da
qual pode nascer uma nova avaliação.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1982. 3. ed., 3a tiragem, p. 20)
O estilo de vida do camponês, na Idade Média, era marcado