“A insistência numa memória da crise das ditaduras deverá: a) em primeiro lugar, construir o lugar da violência e do arbítrio na história recente dos povos latino-americanos (...); b) em segundo lugar, deverse-á assegurar a multiplicidade dos lugares de fala, dos diversos atores qualificados como enunciadores de uma memória dos chamados anos de chumbo; c) devemos ter claro que boa parte do que nos próximos anos será denominado de História terá agora a delimitação de sua legitimidade, como objeto histórico, o que nos exige, por fim – como historiadores –, d) um claro engajamento em direção à salvação de acervos, depoimentos, arquivos e lugares de memória – atingidos claramente como alvo a serem destruídos em nome da unidade nacional.
SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Crise da ditadura militar e o processo de abertura política no Brasil, 1974-1985. In: FEEREIRA, J. & DELGADO, L.A.N. O tempo da ditadura: o regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. RJ: Civilização brasileira, 2003: 245/6.
Sobre o trecho citado acima, é CORRETO afirmar que: