A jovem República, iniciada em 1889, tinha tarefa ainda mais difícil a desempenhar. Sobrepor a representação do Império e manter sua imagem de civilização. Último país a abolir a escravidão, o Brasil guardava marcas penosas dessa instituição. O analfabetismo – em torno de 83% – e a aversão ao trabalho eram sinais fortes demais a contrastar com a imagem de progresso que o país se empenhava em veicular.
Se já durante o Império o esforço de figurar ao lado dos grandes países modernos era evidente, com a proximidade do século XX o desafio parecia ainda maior. Era hora de reformar cidades, planejar novos inventos, adaptar descobertas; enfim vestir as diferentes capitais com a nova roupagem que escondia os trópicos e exaltava a modernidade.
(Angela Marques da Costa e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914: no tempo das certezas, 2000. Adaptado.)
É correto afirmar que, no período citado no texto,