"A lei da Anistia foi aprovada em 1979. Era uma anistia pela metade, que atendia os propósitos do governo de permitir o retorno ao Brasil de antigos líderes políticos visando implodir a frente oposicionista, sem que fossem necessariamente anistiados antigos integrantes da luta armada. Os cassados por atos institucionais, demitidos de sindicatos e processados pela Lei de Segurança Nacional – mesmo ainda não julgados – continuavam inelegíveis porque o governo não revogava a lei das inelegibilidades" (KUCINSKI, Bernardo. O fim da ditadura militar. São Paulo: Contexto, 2001, p. 106).
Sobre a Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, ou Lei da Anistia e o contexto histórico da ditadura militar brasileira, julgue as considerações a seguir.
I. O general-presidente Ernesto Geisel reforçou seu compromisso com a transição democrática e com o processo de distensão política ao aprovar e promulgar a Lei da Anistia.
II. A lei da Anistia, de 1979, foi aprovada não da maneira que a sociedade civil e os movimentos organizados contra a ditadura exigiam, pois esta beneficiou todos os suspeitos de tortura e assassinato que atuavam nos aparelhos de repressão.
III . A luta pela Anistia ( ampla, geral e irrestrita) apoiada por diversos setores da sociedade brasileira, foi desencadeada, em 1975, pelo Movimento Feminino pela Anistia (MFPA), com o lançamento do Manifesto da Mulher Brasileira, que rapidamente ganhou a adesão de outros setores sociais.
IV. Foi a partir do enfraquecimento da ditadura civil-militar brasileira e da mobilização da sociedade civil que foi possível o retorno dos exilados e a paulatina libertação dos presos políticos, por meio da Lei da Anistia.
É correto apenas o que se afirma em