A modernidade anunciou propostas irrefutáveis que não se mostraram presentes, e acabou por se revelar incapaz de reorganizar o caos que atinge a todos, coisificando o mundo e o ser humano. O universalismo foi afastado por particularismos nacionais, culturais, racionais e religiosos, não atentando para diferenças reais. A individualidade é utopia ao se ver presente o conformismo e a sociedade de consumo em que uns almejam certos bens, não por necessidade, mas porque os outros têm. Além disso, deixou-se de lado a utilidade coletiva e o fato de todo o indivíduo ser social, à medida que o telos da individualização crescente só pode ser alcançado socialmente. A autonomia vem sendo negada em suas três formas: intelectual, haja vista o ressurgimento de crenças em duendes, bruxas e gnomos; política, porquanto encenada apenas para o formalismo eleitoral e econômica, diante das condições de pobreza absoluta em que a parcela considerável da população mundial vive, e econômica, pois a igualdade muitas vezes pregada não foi buscada na prática.
(http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?nlink=revistaartigosleitura&artigoid=3570Acesso: 07/07/2016)
De acordo com o texto, as propostas da modernidade não puderam ser efetivadas na prática porque ela não pode arcar com os pressupostos anunciados, pois: