“Nesse tempo, em razão de culpas indecisas, costumavam prender-me algumas horas na loja. Sentenciavam- me sem formalidades, mas o castigo implicava falta. E ali, no silêncio e no isolamento, adivinhando o mistério dos códigos, fiz compridos exames de consciência, tentei catalogar as ações prejudiciais e as inofensivas, desenvolvi à toa o meu diminuto senso moral.”
RAMOS, G. Infância. 9. ed. São Paulo: Martins, 1972, p. 112.