A obra de Martins Pena foi uma das pioneiras em representar a malandragem carioca, fenômeno complexo, cuja figura central (o malandro) se coloca nas fronteiras entre o certo e o errado. Uma das teses elaboradas para explicar a malandragem associa seu surgimento à existência, sobretudo no Rio de Janeiro imperial, de muitos homens livres pobres, numa sociedade em que o trabalho braçal era reservado aos escravos
Pobre e indisponível para o trabalho duro, o malandro forjava estratagemas diversos para obter recursos que lhe permitissem a sobrevivência e mesmo, num golpe de sorte, galgar as posições dominantes da sociedade. Como ensina o ditado popular: “Malandro é o cavalo marinho, que finge que é peixe pra não puxar carroça”.
A partir dessas reflexões e do ditado popular referido, assinale a alternativa que associa corretamente as personagens de O noviço em sua relação com as ambivalências da malandragem.