A partir da segunda metade do século XX, pesquisadores e empreendedores de países industrializados passaram a prometer, através de um conjunto de técnicas, aumentar estrondosamente a produtividade agrícola e resolver o problema da fome nos países em desenvolvimento. Conformava-se nesse momento a chamada Revolução Verde, como modelo de produção racional, voltado à expansão das agroindústrias, com base na intensiva utilização de sementes híbridas, de insumos industriais (fertilizantes e agrotóxicos), mecanização da produção, uso extensivo de tecnologia no plantio, na irrigação e na colheita, assim como no gerenciamento
(RIGOTTO, Raquel. Agrotóxicos. Disponível em: http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/wp-content/ uploads/2014/04/TAMC−RIGOTTORaquel_−Agrotoxicos.pdf)
Acerca dos impactos da Revolução Verde no Brasil e dos impactos socioambientais causados pelo uso de agrotóxicos, examine as assertivas abaixo.
I. O objetivo de aumentar a produtividade por meio da Revolução Verde, embora atingido, não resolveu o problema da fome nos países subdesenvolvidos onde foi implantada, pois boa parte dos excedentes agrícolas são gerados nas lavouras de soja, milho e cana-de-açúcar e outras commodities para exportação, que lideram o ranking de uso de agrotóxicos no Brasil.
II. As críticas ambientalistas à Revolução Verde podem ir tanto no sentido de apontar os problemas que estas práticas produtivas impõem à natureza e ao ecossistema quanto, de outro, no sentido de ressaltar o caráter concentrador de riquezas e de malefícios sociais e humanos a ela associado, tendo em vista a persistência da pobreza rural, ainda agravada pelas más condições de saúde dos trabalhadores que lidam diariamente com os agrotóxicos.
III. No Ceará, o uso mais intensivo de agrotóxicos se dá na Chapada do Apodi, mas atinge também regiões como o Cariri e a Serra Grande. Entre os principais danos ao ecossistema relativos ao uso destas substâncias estão sua mobilidade no ambiente, o desenvolvimento de resistência genética, a destruição de inimigos naturais e conversão de pragas secundárias em pragas primárias, bem como contaminação dos mananciais hídricos, o que agrava problemas de uso da água em um Estado com maioria do território no semiárido.
É correto apenas o que se afirma em