A partir de meados do século VII a.C., e por mais de cem anos, os tiranos chegaram ao poder de diferentes maneiras: reis que almejavam livrar-se da tutela dos aristocratas; magistrados eleitos que pela força se mantiveram no cargo ao expirar o seu mandato; por fim, líderes militares de grande popularidade que deram bem-sucedidos golpes de estado. Três características da tirania aparecem com clareza: 1) o governo do tirano era de tipo pessoal e considerado ilegal pelos aristocratas, embora ele mantivesse o aparelho tradicional dos órgãos de sua pólis; 2) sua legitimidade e sua base social vinham do fato de proteger os populares contra a classe dominante; 3) em quase todos casos, o tirano era um nobre, ou pelo menos parcialmente descendente de nobres.
(Ciro Flamarion S. Cardoso. A cidade-Estado antiga, 1993. Adaptado.)
O cenário político descrito pelo texto