“A partir do final da década de 1980, são identificadas sensíveis mudanças, na América Latina e no Brasil, na dinâmica política dos conflitos sociais do mundo rural, sobretudo pela emergência de uma espécie de ‘polifonia política’, com o surgimento de uma diversidade de novas vozes, de ‘novos’ sujeitos políticos protagonistas que emergem na cena pública e nas arenas políticas. Nesse período, começam a ganhar força e objetivação, na forma de movimentos sociais, as reivindicações de uma diversidade de grupos sociais denominados ou autodenominados ‘populações tradicionais’, ou, mais recentemente, ‘povo e comunidades tradicionais’”.
(Dicionário da Educação do Campo. CALDAT, Roseli Salete e outros [org]. Rio de Janeiro, São Paulo: Escola Politécnica Joaquim Venâncio, Expressão popular, 2012. p. 595)
De modo geral, essas comunidades ou populações tradicionais se caracterizam por