A pelada
Qualquer campinho de terra,
barro, cimento ou areia,
pra quem tem sede de bola,
é gramado de primeira!
É onde a bola rola,
pula, quica, serpenteia...
É onde a todos encanta.
É onde dança ligeira.
É onde cresce o sonho
que embala todo menino:
ser titular do seu time,
ser um craque‐bailarino...
E – quem sabe? – um belo dia
viver seu momento de glória:
num dia de estádio cheio,
fazer o gol da vitória!
GUEDES, Hardy. In: O bailado esportivo. São Paulo: Prumo, 2009, p. 4
A bicicleta
Às vezes, a bola,
erguida na área,
se faz de dengosa.
Se alguém vai tocá‐la...
ela rodopia...
... e se afasta, caprichosa.
Não quer o goleiro,
tampouco o zagueiro...
Feliz e intocada,
segue adiante...
Vitoriosa, imagina
contornar o atacante.
Mas esse artista da bola,
tal qual um boneco de mola,
salta feito um bailarino.
Parece flutuar.
Revira o corpo no ar...
...ágil como um felino.
E, de costas para a meta,
pedala a bola surpresa,
transformada em bicicleta.
GUEDES, Hardy. In: O bailado esportivo. São Paulo: Prumo, 2009,
Embora os Textos 2 e 3 também tenham o futebol como tema global, é CORRETO afirmar que, nesses textos, o autor focaliza, respectivamente,