“A poesia é necessária”
Título de uma antiga seção do velho [Rubem] Braga na Manchete. Pois eu vou mais longe ainda do que ele. Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus, não tem importância. É preferível, para a alma humana, fazer maus versos a não fazer nenhum. O exercício da arte poética representaria, no caso, como que um esforço de autossuperação. É fato consabido que esse refinamento do estilo acaba trazendo necessariamente o refinamento da alma. Sim, todos devem fazer versos. Contanto que não venham mostrar-me.
Mário Quintana. Na volta da esquina. Porto Alegre: Globo, 1979.
Diferentemente do que ocorria na referida seção da revista Manchete e ocorre também no texto acima, nos quais o assunto é a poesia, a maioria das crônicas de Rubem Braga baseava-se no seguinte tema: