A poesia, sabemos, permite-se licenças poéticas que a prosa não literária rejeita. Abaixo seguem versos de Nova Cantada, de Astier Basílio.
“Você é mais bonita que a Estação Ciência
cercada de anoitecer por todos os seus finais,
mais bonita que Pola Oloixarac,
que o Cabo Branco despencando da Praça de
Iemanjá, mais
bonita que o trecho do Grande Sertão
que diz: ‘Diadorim é minha neblina’ ou a cena
que Riobaldo
tenta segurá-la com os olhos”
(BASÍLIO, Astier. Servir a quem vence, Ilhéus: Mondrongo, p. 57)
Em “a cena que Riobaldo tenta...”, o processo de relativização formal, quanto ao emprego do relativo “que”, para uma regência de acordo com a norma culta, exigiria como alternativa correta
I. que o relativo viesse regido da preposição “em”, cujo resultado seria “em que”.
II. que o relativo fosse substituído por “a qual”, regido da preposição “em”, resultando em “na qual”.
III. que o relativo fosse substituído pelo advérbio de lugar “onde”.
IV. que o relativo fosse substituído pelo pronome “cuja”.
É correto o que se afirma apenas em