A propriedade, como realidade material ou psicológica, é quase desconhecida na Idade Média. Do camponês ao senhor, cada indivíduo, cada família só tem direitos, mais extensos ou menos, de posse provisória, de usufruto. Cada um tem acima de si um patrão ou algum detentor de direitos mais forte que pode, pela violência, privá-lo de sua terra — tenência camponesa ou feudo senhorial [...].
(Jacques Le Goff. A civilização do Ocidente medieval, 2016.)
Os direitos de posse e de usufruto da terra, mencionados no excerto, podem ser exemplificados