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TEXTO
A SERENÍSSIMA REPÚBLICA
(CONFERÊNCIA DO CÔNEGO VARGAS)
Meus Senhores,
Antes de comunicar-vos uma descoberta, que reputo de algum Ilustre para o nosso país, deixai que vos agradeça a prontidão com que acudistes ao meu chamado. Sei que um interesse superior vos trouxe aqui; mas não ignoro também, – e fora ingratidão ignorá-lo, – que um pouco de simpatia pessoal se mistura à vossa legítima curiosidade científica. Oxalá possa eu corresponder a ambas.
Minha descoberta não é recente; data do fim do ano de 1876. [...] Senhores, [...] credes que se possa dar regímen social às aranhas? Aristóteles responderia negativamente, como vós todos, porque é impossível crer que jamais se chegasse a organizar socialmente esse articulado arisco, solitário, apenas disposto ao trabalho, e dificilmente ao amor. Pois bem, esse impossível fi-lo eu. [...] A aranha, Senhores, não nos aflige nem defrauda; apanha as moscas, nossas inimigas, fia, tece, trabalha e morre. Que melhor exemplo de paciência, de ordem, de previsão, de respeito e de humanidade? [...] Sim, Senhores, descobri uma espécie araneídia que dispõe do uso da fala; coligi alguns, depois muitos dos novos articulados, e organizei-os socialmente.
Adaptado de: ASSIS, Machado de. A Sereníssima República. In: _____Papéis avulsos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 340-341. (Col. Obra Completa).
O conto é uma narrativa curta, constituída por uma só célula dramática, um só conflito, um só drama, uma só unidade de ação. Entretanto, o autor pode empregar características distintas ao construir cenas do enredo.
Considerando-se essa afirmação, “A sereníssima república” classifica-se como um conto de gênero híbrido, no qual estão presentes: