A questão refere-se ao livro Vidas secas, de Graciliano Ramos.
Observe o quadro de Portinari e leia o fragmento textual de Graciliano Ramos.
De repente veio a fraqueza. Devia ser fome. Fabiano ergueu a cabeça, piscou os olhos por baixo da aba negra e queimada do chapéu de couro. Meio-dia, pouco mais ou menos. Baixou os olhos encandeados, procurou descobrir na planície uma sombra ou sinal de água. Estava realmente com um buraco no estômago. Endireitou o saco de novo e, para conservá-lo em equilíbrio, andou pendido, um ombro alto, outro baixo. O otimismo de sinhá Vitória já não lhe fazia mossa. Ela ainda se agarrava a fantasias. Coitada. Armar semelhantes planos, assim bamba, o peso do baú e da cabaça enterrando-lhe o pescoço no corpo.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 105. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. p. 124.
Estabelecendo-se uma relação entre os traços expressionistas da pintura de Cândido Portinari e o estilo seco e exato de Graciliano Ramos, é correto afirmar que o efeito da seca sobre os grupos humanos é apresentado com