A raridade de algo desperta interesse e cobiça na humanidade, sendo assim com os metais nobres (ouro e prata) e as pedras preciosas (diamantes), ou mesmo com um simples molusco encontrado principalmente na costa do mar Mediterrâneo. Esse pequeno animal não era consumido como alimento exótico, mas a partir dele se extrai um corante púrpuro natural extremamente raro. Utilizar vestimentas pigmentadas com esse corante de coloração púrpura era considerado sinal de status. Nero, imperador romano, famoso por suas extravagâncias e requintes de crueldade, chegou a decretar ato de traição àquele que usasse vestes com o pigmento púrpuro, pois essa cor era exclusiva do imperador. Posteriormente, essa cor foi adotada por diversas realezas (www.peregrinacultural. wordpress.com). A raridade dessa coloração persistiu, até que, em meado do século XIX, aconteceu um fato histórico de serendipismo: um “acidente” experimental ocorreu com o jovem químico inglês William Henry Perkin, cujo resultado possibilitou a síntese da mauveína, o primeiro corante sintético e de coloração púrpura. Essa substância orgânica foi obtida como um sólido preto, solúvel em água+etanol, o qual produz uma solução púrpura capaz de pigmentar um pano de forma indelével (permanente). Perkin deixou a academia após patentear o processo de obtenção da mauveína e se tornar um rico empresário da área de corantes. Aos 32 anos, ele se retirou dos negócios de corantes e voltou para a academia para pesquisar novos campos da ciência
(Química Geral e Reações Químicas, 2009).
Sobre a química dos compostos orgânicos, é CORRETO afirmar: