A reportagem a seguir trata do assassinato de Chico Mendes, em 1988.
Era uma quinta-feira, dia 22 de dezembro de 1988, e Chico Mendes jogava dominó com dois policiais militares responsáveis por sua segurança na casa onde morava, em Xapuri, no Acre. Conforme anoitecia, Ilzamar, esposa de Chico, avisou que iria colocar a mesa para jantarem. Dali a pouco começaria um dos últimos capítulos da novela Vale Tudo, da TV Globo. Chico jogou uma toalha em cima do ombro e se preparou para tomar banho do lado de fora. Antes, olhou pela fresta da porta e comentou que estava escuro no quintal. Disse que colocaria uma luz no dia seguinte, mas não teria a oportunidade. Assim que saiu, levou um tiro de escopeta que tirou sua vida.
“Mas quem matou o Chico errou o alvo, perdeu o tiro”, diz Gomercindo Rodrigues, amigo do seringueiro acreano que se tornou famoso ao redor do mundo ao propor um modo de explorar a floresta sem destruí-la. “Pensaram que iriam matá-lo, mas na verdade o tornaram imortal”.
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O entendimento apresentado sobre o legado do brasileiro é explicado, dentre outras razões, pela seguinte medida voltada à preservação da região Amazônica: