A respeito de participação sua junto a um grupo de estudos formado em Osasco, constituído de jovens do subúrbio, no período da ditadura do governo Médici, relata o professor Alfredo Bosi:
Apresentei-me um tanto encabulado. (...) Por onde começar? Combinei que leríamos juntos Vidas secas de Graciliano Ramos. Foi uma revelação. A história de Fabiano, Sinha Vitória, os dois meninos e Baleia era a história de seus pais e avós. Os excluídos tinham mudado de chão e cumprido o destino que o fecho da novela lhes anunciara: chegaram a uma cidade do Sul. Aqueles jovens apartados do mundo da cultura letrada afinal reconheciam-se nas personagens que estavam servindo de tema para essa mesma cultura nas faculdades de Letras!
(Alfredo Bosi. Literatura e resistência. S. Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 263)
Ao comentar o encontro com jovens do subúrbio, Alfredo Bosi animou-se com a possibilidade de