A linguagem de Paulo Honório é marcada pela concisão e pelo tom direto, um tanto rude. Porém, quanto ao ritmo do desenvolvimento da ação, nota-se que o narrador, ao recuperar fatos de sua vida anteriores à consquista da propriedade de São Bernardo, usa de um discurso breve e lacunar, com a supressão de dados sobre a sua origem. A razão dessa escolha narrativa é salientar que, na experiência de dificuldades – todas vencidas –, Paulo Honório seria uma “obra” de si mesmo, sendo as suas conquistas a expressão de um movimento incontido na direção da construção (nos planos social e econômico) do indivíduo, pouco importando a sua origem.