A Revolução Iraniana, no século passado, pôs em xeque as credenciais islâmicas da Arábia Saudita e, por consequência, das demais monarquias do Golfo Pérsico, ao expor os laços desses Estados com os Estados Unidos. O pilar antigo e indispensável da legitimidade das petroquímicas, a defesa do Islã, começou a tremer diante do discurso do novo governo iraniano, que tornara público o desejo de exportar a revolução islâmica para países vizinhos e para o restante do mundo.
(COGGIOLA, Osvaldo. A Revolução Iraniana. São Paulo: Editora da Unesp, 2008, p. 91/92.)
Esse contexto deu origem ao surgimento do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) em 1981, que tinha como principal objetivo político