A rodovia tem 4.223 Km e foi feita para levar 4 milhões de nordestinos que sofriam com o flagelo da seca a ocupar áreas pouco povoadas do Norte do país. O presidente Médici, em 1974, cunhou até uma frase de efeito para a missão da estrada: “Levar homens sem terra para uma terra sem homens”. A estrada atravessa sete estados, três ecossistemas (caatinga, cerrado e floresta) e custou a vida de 8 mil índios, segundo a Comissão Nacional da Verdade. Junto com a estrada também vieram disputas agrárias e exploração irracional dos recursos naturais. O último trecho nunca foi construído. “A Transamazônica foi um erro produzido pela ignorância de imaginar que a Amazônia fosse um território rico”, afirmou o ex-ministro Delfim Netto.
(Revista Aventuras na História, maio 2014, p. 45)
Durante a Ditadura Militar (1964-1985), obras como a Rodovia Transamazônica ficaram conhecidas como “construções faraônicas”. Não pode ser incluído(a) nesse contexto