A roupa branca no varal era o único indício da crença da filha de santo que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Lins de Vasconcelos. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, pelo menos há cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da comunidade rumo a seu terreiro na Zona Oeste sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saiu do morro, expulsa pelos bandidos para não mais voltar.
Adaptado de O Globo, 10/09/2013.
A situação relatada na notícia revela a violação direta do seguinte direito fundamental do cidadão: