A sede insaciável do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como são os das minas, que dificilmente se poderá dar conta do número de pessoas que atualmente lá estão. Contudo, os que estão nelas nestes últimos anos dizem que mais de trinta mil almas se ocupam, umas em catar, e outras em mandar catar nos ribeiros do ouro, e outras em negociar, vendendo e comprando o que é necessário não só para a vida, mas para o prazer, mais que nos portos do mar.
(Antonil, Cultura e opulência do Brasil, 1711. In Inês Inácio e Tânia de Luca, Documentos do Brasil Colonial. Adaptado)
O documento identifica uma importante mudança promovida pela mineração, a saber: