“À turva luz oscilante dos lampiões de petróleo, em linha, dando à noite lúgubres pavores de enterros, veem-se fundas e extensas valas cavadas de fresco, onde alguns homens ásperos, rudes, com o tom soturno dos mineiros, andam colocando largos tubos de barro para o encanamento das águas da cidade.
A terra, em torno dos formidáveis ventres abertos, revolta e calcária, com imensa quantidade de pedras brutas sobrepostas, dá ideia da derrocada de terrenos abalados por bruscas convulsões subterrâneas.”
Sobre o trecho acima, de Umbra, de Cruz e Sousa, pode-se dizer que
I. é claramente de prosa ficcional, já que a linguagem é literária, com alto índice de figuras, e não possui versos.
II. nada tem de simbolismo, pois a descrição é bastante nítida.
III. é de poema em prosa, espécie cultivada por poetas simbolistas como Cruz e Sousa.
Está correto o que se afirma